Cotidiano & sociedade. um pouco de humor nesse mundo turbulento e uma passagem de ano.

Ontem completei 7.7 anos de vida. Ou 14, dependendo do ângulo que você vê.

Foi uma passagem de ano intensa. Muitos aconteceres. Quero falar de alguns.

Comecei um romance. Tá um pouco turbulento, mas aos arrancos consigo andar com ele. Meus personagens me cobram o tempo todo: mais alegrias, mais realizações, crescimento e maturidade, partos (por que não?), subversões e sabotagens. Quero um sci-fi com tudo a que tenho direito. Por conta dessa turbulência, me candidatei para um retiro de quinze dias no sítio. Só pra ter o clima adequado.

Nesse capítulo de escritos, já sai uma nova antologia com um conto que escrevi – A Balada de Aldebarã – um sci-fi também. Nesse ramo estou bem feliz comigo mesma. E as edições do @coletivoaspasduplas é o que há de bom e primoroso. Gostei da palavra primoroso. Acho que nunca usei, mas o trabalho do @caputo.rafael é isso. Primoroso. Eita adjetivo porreta!

Agora uma coisa chata.

Na preparação pré-aniversário, fui a um salão aqui pertinho. O @espacomagno . Podologia nota dez. Mãos, idem. Aí fui arrumar o cabelo. Reavivar as mechas Verde Pavão que resolvi incrementar. Ficou lindo viu, @esdragomeshair

Conversa vai e vem com o @esdragomeshair entre uma lavada de cabelo e uma tintura, ele viu minhas contas. Eu uso contas. As do dia – quinta feira – eram de Nkosi e Caboclo. Ele elogiou minhas contas. Eu perguntei: você é rodante? E ele: Sim. Mas não uso as guias por causa da clientela. Já teve cliente que disse que se eu não tirasse as contas não deixaria que eu trabalhasse no cabelo dela. Eu trabalho com o público, né?

Fiquei pensando. Será que se ele tivesse um enorme crucifixo pendurado no pescoço alguém reclamaria? Será que alguém reclamaria se na bancada dele tivesse, aberta, em Salmos, alguém mandaria tirar de lá?

 Apenas as nossas contas ofendem a extrema sensibilidade de muitos. Principalmente daqueles cheios de certezas. O que me lembra uma professora que dizia sempre que só os psicóticos são cheios de certezas. Não perguntei, nem ele me disse, mas o que me corroe por dentro é: ninguém ousou defendê-lo? A voz do cliente é uma voz superiormente e divinamente inspirada? Essa intolerância religiosa estará sacralizada?

O que sinto agora é ódio. Puro e simples. Ódio dos que se pensam superiores, porque mais aceitos pelo todo. Ódio do preconceito velado, ou explícito que alguns teimam em acreditar que têm o direito de ter. Que ódio!

E por falar em preconceito e similares, ontem, no meu aniversário, tive o prazer imenso de encontrar Eloína dos Leopardos @eloinadosleopardos. Linda, carinhosa, charmant e encantada domadora. Também conheci a Marcinha, bailarina do Municipal e trans. Chique que só. No Dona Onça @dona_onca_bar. Acho very, very, chique fazer aniversário no Dona Onça. No Copan, tá? A caipirinha preparada por “Paulo Afonso”, o atendimento de “Itaberaba” e o cardápio da dona Janaína foram o que eu esperava desde o ano passado. Muito grata, gente. Adorei.

Foi ótimo reencontrar Elô, linda e feliz, amada e amando; Lili @larneiro, minha companheira de sítio e de sogrice; Ma e Eric, uns queridos de toda vida e além. Genro e filho foram, são e sempre serão um capítulo à parte.

Além disso tudo e pela primeira vez, fiz uma sessão de fotos. Normalmente, quando alguém me fotografa eu estou fazendo careta, ou conversando, ou de olhos fechados pra não ver o desastre, eu acho. Mas, ontem, eu estava bem Rivotril. Me deixei fotografar sem traumas. Afinal, @henriquepaidogabriel ,um fofo, lindo, gostoso, querido, que dá vontade da gente pegar no colo, é um profissional que fotografa como um maestro: indicações leves, tranquilidade, um riso aqui, um muito bem, ali. Acho que me saí bem nessa prova de fogo. Falta ver o resultado.

E foi isso.

Soube que Mel e Hope foram castradas. Koll, coitadinho, está sem ter com quem brincar. Quando eu voltar, vou levar um papo sério com ele e explicar que, depois, quando elas estiverem bem curadas, ele vai ter companhia pra brincar o tempo todo, sem restrição. Eu sei Koll. Era difícil ser macho quando a mãe e a irmã entravam no cio.  Passou, tá.

Fico por aqui.

Hoje é aniversário do João e vou lá dar um abraço no meu companheiro de peçonha.

com bons argumentos de preferencia! Não fique aí parade! Critique, ou elogie, se for o caso. Ou comece uma discussão.